A coluna vertebral é formada por 33 ossos que são chamados de vértebras e está dividida em 5 regiões:

  • Região cervical, com 7 vértebras.
  • Região torácica ou dorsal, com 12 vértebras.
  • Região lombar, com 5 vértebras.
  • Região sacra, com 5 vértebras, que se fundiram num só osso, chamado sacro.
  • Região do cóccix, com 3 vértebras, que se fundiram num só osso chamado cóccix.

Para todos os efeitos, a coluna vertebral é formada por 24 vértebras e 2 ossos, o sacro e o cóccix.
As vértebras variam de tamanho e forma, conforme a região da coluna onde se localizam.
As vértebras torácicas e dorsais são menos móveis e, em conseqüência, as que menos se desgastam comparadas às da região do pescoço e lombar, em função da firme articulação das apófises transversas com as costelas.
Entre cada vértebra localizam-se os discos intervertebrais que unem um corpo vertebral a outro. O disco tem um núcleo gelatinoso e um anel fibro elástico que amortece o peso do corpo que o disco tem de suportar, sem se deformar. O disco achata-se durante o dia, pelo efeito da ação da gravidade e pela sustentação de sobrecargas nas tarefas diárias, voltando ao normal à noite, durante o sono, na posição deitada.

Postura

A postura é o resultado do equilíbrio de 4 componentes (constituintes) anatômicos: vértebras, discos, articulações e músculos.
A coluna vertebral é o centro de suporte do organismo humano, sendo, pois, o eixo e o centro de gravidade do corpo. Basicamente, são 3 as suas funções: a de sustentação do corpo através dos ossos da coluna, a de movimentação do corpo, que é realizada pelas articulações existentes entre a parte posterior das vértebras e principalmente pela musculatura, e a de proteção da medula nervosa, que é um prolongamento do cérebro e se constitui numa parte nobre do sistema nervoso central.
Assim como uma boa postura e alguns cuidados preservam a coluna de dores e desconfortos nas costas, a “má postura”, como sentar-se de qualquer maneira por longos períodos, dormir de barriga para baixo, levantar pesos, e outras posições viciosas, causam desgaste a sua estrutura, principalmente sobre o disco intervertebral, podendo causar problemas sérios, gerando de pequenas dores a uma hérnia de disco até a incapacidade de realizar movimentos.
Registros históricos destacam que Hipócrates, considerado o “Pai da Medicina” sustentou a hipótese de que o homem apresentava dores na coluna em virtude de seu bipedalismo e da posição ereta em que se deslocava. Mais foi somente a partir da Revolução Industrial (séc. XIX) que os problemas da coluna com destaque para as dores lombares ganharam atenção, em função de sua incidência. Desde então, houve uma alteração comportamental, fazendo com que as pessoas, principalmente em seu local de trabalho, se submetessem sentadas por longos períodos ou em pé levantando pesos de maneira incorreta, como vimos anteriormente, durante anos a fio.
Somam-se a esses fatores as preocupações e a tensão emocional absorvidas no dia-a-dia, observadas principalmente nos grandes centros urbanos, além do surgimento de um número muito expressivo de pessoas obesas que contribuíram com mais um fator de desequilíbrio de postura.

Pressão no Disco
Após a realização de várias pesquisas, verificou-se que a coluna sofre uma pressão vertical ocasionada pela ação da gravidade.
Através de um estudo que procurou medir a pressão dentro do núcleo pulposo do disco, concluiu que essa pressão se modifica conforme a posição espacial em que a coluna se encontra, ou seja, se a pessoa está sentada, deitada ou em pé. Um indivíduo de 70 kg, com um percentual de gordura normal, por exemplo, suporta em cada disco intervertebral uma pressão de 7 kg por cm quadrado na posição deitada, Se esta mesma pessoa ficar de pé, aumenta para 10 kg por cm quadrado e se ficar sentada, essa pressão passará para 15 kg por cm quadrado, constatando-se que a posição sentada é a mais danosa para a coluna.